Acontece hoje (1º) mais uma atividade para as famílias da APAE de Vitória: Pais de pessoas com restrições alimentares atendidas na instituição tiveram uma aula: dicas de culinária para quem tem fenilcetonúria.

Reunidos na cozinha experimental, eles recebem orientações importantes para a saúde dos filhos, com a nutricionista voluntária Maria Aparecida Correia Silva.

Essa cozinha experimental desenvolve e testa receitas para quem tem fenilcetonúria, capacitando as famílias na elaboração dos cardápios, de forma que os pratos fiquem mais atrativos. Teve pão de batata, panqueca e pão de queijo. É oferecida pelo Centro de Diagnóstico Dr. Américo Buaiz (CEDAB). A nutricionista Angela Camila Ghizi é a responsável pelo ambulatório de fenilcetonúria da instituição.

Aprendizado

Elizangela Marriel veio de Santa Maria de Jetibá para participar, pois tem uma filha de seis anos atendida na Apae. “Minha filha faz tratamento na Apae desde bebê, por isso aprendi praticamente tudo sobre a alimentação dela nessas oficinas. A apostila que a nutricionista Angela Ghizi nos entregou é ótima”, conta.

Já Edna Ferreira Lopes veio de Barra de São Francisco para assistir à oficina pela primeira vez. Mãe de uma menina de um ano e quatro meses, ela considera importante aprender cada vez mais. “Aprendo tudo porque já tentei várias receitas em casa que não deram certo. Existem dicas e técnicas que vão nos ajudar para a vida toda”, diz.

Orientação

Os pais aprendem para orientar os filhos com fenilcetonúria desde pequenos, para conscientização da alimentação diferenciada.

A nutricionista Maria Aparecida Correia Silva tem uma filha adulta, estudante de fisioterapia, com fenilcetonúria. Por aprender com a filha ao longo dos anos, Aparecida tem tanta receita que dá até para escrever um livro.

“Gosto de fazer a receita e mostrar o resultado para as mães, com alimentos gostosos e bem nutritivos”, conta.

Novidades

A nutricionista Angela Ghizi explica que a fenilcetonúria é causada pela deficiência na atividade da fenilanina hidroxilase, que leva ao acúmulo do aminoácido fenilalanina no organismo. O excesso de fenilalanina é tóxico para o sistema nervoso, causando efeitos irreversíveis.

Já o diagnóstico da fenilcetonúria pode ser feito no recém-nascido por meio de triagem neonatal, conhecida como Teste do Pezinho.